O Psirico apresenta nesta quinta-feira (14) o single “Samba de Vaquejada”, faixa que marca uma nova fase da banda e propõe um mergulho nas tradições culturais do interior da Bahia. Liderado por Márcio Victor, o grupo transforma o lançamento em uma espécie de manifesto artístico, unindo música, dança e elementos ligados ao universo das cavalgadas e vaquejadas.
Gravado em Barrocas, município conhecido pela forte relação com esse circuito cultural, o projeto chega acompanhado de um clipe com estética documental. A produção reúne figuras emblemáticas da cena nordestina, como Alex Filho, Kelinha e Apocalíptico, ampliando o alcance da proposta.
Segundo Márcio Victor, a ideia nasceu da vontade de explorar manifestações pouco retratadas na música popular urbana. “A Bahia é muito rica. Quando percebi isso, entendi que precisava conhecer mais profundamente essa cultura”, afirmou o cantor.
Fusão entre pagode e tradição do interior
A nova música aposta em uma mistura inédita entre o Pagode do Psirico, o samba rural e o piseiro, criando uma sonoridade que bebe da tradição de cidades como Serrinha, Serra Preta, Mairi e Coité. O artista define o trabalho como a criação de um novo gênero musical.
“A gente está construindo algo novo. É a mistura do pagode com o samba que acontece no Recôncavo e no interior, somado ao piseiro que domina essa região”, explicou.
Clipe foi gravado em cavalgada real no interior baiano
O audiovisual acompanha uma cavalgada em Barrocas e mostra Márcio Victor inserido no cotidiano dos vaqueiros. O cantor aparece montado a cavalo em cenas que, segundo ele, foram feitas sem encenação.
“Nunca tinha andado a cavalo e estava com medo, mas quis viver aquilo de verdade. Não fazia sentido simular. Queria mostrar a Bahia como ela é”, disse.
O projeto também registra o encontro do cantor com o grupo Samba de Roda Boiadeiro, formado por integrantes de Ipirá, Serra Preta e Feira de Santana. A participação reforça o tom de valorização das raízes e da cultura popular.
Para o Psirico, o lançamento representa uma conexão entre tradição e inovação, levando o pagode a dialogar com territórios ainda pouco explorados dentro da música comercial.